quarta-feira, novembro 21, 2012

Repetições

Entrou no bar e pediu o drink mais barato.
O mais barato ainda era caro para a sede que sentia.
Entrou na mercearia. E comprou a mais cara garrafa de cachaça.

Vozes, precisava livrar-se das vozes. Lembrou quando sua mãe murmurou um grito em seu ouvido direito. E o murmúrio gritado ecoava consciência adentro.

O álcool apagava as manchas. Talvez.

Entrou na loja de conveniência. O guardete olhava-o inconveniente. Abraçava a aguardente. Olhou o relógio: quatro minutos antecediam as três.
Batatas industrializadas são caras! Lembrou de quando vendia batatas no centro da cidade. As minhas eram baratas. Pensou. Saiu ( sem as batatas).

Abraçando sua companheira caminhou  categoricamente pelas vias e via que não havia ninguém para observar tamanha elegância. Sentou e. Chorou.

Mais uma vez... as vozes. Eram duas... distantes...
Ai! Precisava bater na cabeça?
Eram sete da manhã. Eram dois policiais. Eram dois reais e. Já não havia mais...

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