Lembro bem. Dois anos passados,meu bem.Aquele bar, as pessoas,mas fundamentalmente nós dois.
Tudo meticulosamente arquitetado pelo acaso.Nos reconhecermos naquele 13 de julho...
As visitas constantes,o dia, mais um finamente arquitetado,do tributo aos vinte anos da mote de Raulzito.O CD da espantalho que a partir de então tornou-se pretexto. Os obstáculos que tornaram tudo graciosamente interessante... o beijo, princípio e fim d tudo.
Meus 581 dias de felicidade, e muito,muito rock.
Chegará talvez o dia em que o acaso trabalhará em nosso favor novamente...eu espero,e tu também apesar da discrepância. Dou o braço, quem quizer que torça.
ao meu Amado,
Vive le Rock!
quarta-feira, julho 13, 2011
domingo, julho 10, 2011
Time at the mall
Queria economizar o tempo do garçom.
- Dois cafés ,por favor!
- Sim, quero dois cafés, qual o problema?
- Não pode duas xícaras para uma só pessoa?
- Pode senhora. Mas me olhando com aquela cara de "és louca". Conheço essa cara desde o jardim da infância...
Paro em frente à vitrine. - A senhora deseja alguma coisa?
- Paz no mundo. E outra vez a cara, aquela...
Ninguem tem tempo para olhar, olhar apenas.Sempre se deseja algo.
Tempo não me faltava
Parou um rapaz ao meu lado.Uma arma na mão.Iria argumentar que não tinha nada, além da cafeína e do desejo de Paz. Mas o meliante não tinha tempo .E roubou aquele que me restava.
Os traseuntes pensavam ,talvez, na cara de "és louco" do latrocida.Eles olhavam o corpo . Desejavam não ser gente conhecida.
segunda-feira, julho 04, 2011
Pé esquerdo
Pé esquerdo
Acordou com aquela dor no pé esquerdo. Entrou na emergência e uma atendente nariguda perguntou-lhe o que sentia.
- muita dor no pé esquerdo.
A mulher deu uma verificada e fez a ficha-prontuário.
No corredor, gente doente. Criança, velho, ai que dor. Uma gorda chorosa parou ao seu lado:
- é aqui a sala de espera?
Não fosse tamanha a dor teria respondido uma indelicadeza qualquer.
Sala de preparo. Peso, altura, pressão arterial e, mais uma ficha.
Sala de triagem. Perguntas, perguntas e perguntas...
Porra! Eu to com dor no pé – pensou apenas, mas sua cara dizia bem mais que isso.
E mais uma ficha
Entrou no consultório. Dois médicos tomavam café com pão de queijo. Olharam sua ficha.
-Pois não? – o mais barrigudo perguntou como em um balcão de mercearia.
-ah doutor, não consegui dormir. To com uma dor terrível no pé esquerdo.
O médico deu a mesma verificada da atendente nariguda, olhou para a pobre cara de dor e mandou que procurasse um especialista, que só atende nas quintas-feiras.
-pegue esse encaminhamento. -assinando outra ficha.
Mas a dor doía, e doía agora:
- o senhor nem me examinou!
- quem é o médico, eu ou você? E anda logo que tem um monte de ficha ainda pra eu atender.
Colocou os papéis junto a uma solitária nota de cinco reais dentro da mochila. Pôs o pé esquerdo no chão e voltou para casa dolorido.
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