sexta-feira, novembro 20, 2009

"Envelheço na Cidade"


A essencia urbem está a flor da pele. Afinal o progresso, o mesmo progresso está a transformar Manaus em um canteiro de obras, vejo-nos daqui uns dias todos de EPI's, cuidado! Dia desses meu amigo quase entra no buraco.
É um bate estaca que não para, é a copa...aaahh é, a Copa! Esqueceram até da gripe, não me passaram mais o tal do alcool gel.
Acho que com esse calor infernal não tem ser vivo que aguente (não me acostumo com a falta que o trema faz), nem o virus da suina .
Você vê a harmonia das pessoas todas extressadas, mas pensem: esses transtornos são para melhorar a sua vida! Lembro-me agora de um texto do Froyd (é assim mesmo a ortografia? não importa) a tal questão do prazer adiado...
Voltando ,e eu voltando para casa a levar quatro horas no transito, olho uma batida no lado esquerdo do onibus, e desce todo mundo!
Todos os dias existem duas coisas que não se pode deixar de ver: um Onibus pregado e um motoqueiro no chão.Morreu? perguntam os transeuntes...
E eu, no meio disso tudo lembro de outros aniversários menos quentes e de um trecho do Fernando Pessoa
"no dia em que comemoravam os meus anos
eu era feliz
e ninguem estava morto"

Olho as ruas, o relógio, minha cara cheia de poeira, e por vezes penso O que que eu to fazendo aqui?, mas não tem jeito, já somos parte disso, ou não?



ps. foto tirada num amanhecer....isso aí não é neblina não, é fumaça mesmo!

domingo, julho 12, 2009

My Man Rocks Me Com Um Steady Roll


Vesperas do dia mundial do rock eis aqui uma poeta carnavalesca


Para onde foi o rock mesmo?



Sempre nos perguntaremos quando o filho do vizinho que vc viu de fraldas estiver a ouvir alguma coisa parecida com o que vc ouvia a alguns anos.


Pai hippie

Filho punk

Neto emo


é o ciclo meus caros, modinha, estilo de vida

seja qual for seu motivo

rock!!!!


porque hoje não quero dar lições de bom gosto







sábado, janeiro 31, 2009

Mais uma tarde chuvosa na quase Veneza dos trópicos, olho o violão de lado, ele porém nada me diz. Contam-se as gotas caídas da janela entreaberta, ainda não olhei a reforma ortográfica, as palavras surgem em novo poema. Leio Quintana pra me distrair, papéis e papéis a me perseguir.

O que seria da pobre existencia ocidental sem as futilidades do dia-a dia...olho para um pen drive onde toda minha poesia fica por aguardar publicação.
-Não!-eu grito, não vamos mais falar da minha vida.
Penso na viagem maravilhosa que passou

afinal, outro capitulo, o relatório virá. (quem sabe ele venha totalmente reformado?).